Poder e melancolia

Por Alex Fabiano C. Jardim





O que se passa em todo e qualquer ato de indignação? Quais são as forças que relutam e insistem em revirar o estômago diante dos jogos sórdidos de poder e dominação? O que fazer diante de um quadro onde a intolerância margeia as relações e contamina as práticas? Pressupostamente distantes de arcaísmos políticos, apenas pressupostamente, assistimos a todos instantes, no dia a dia, ações marcadas com o único intuito de destruição, da despotencialização, da construção de Estados de servidão. Nada mais contrário ao exercício do livre pensamento e da liberdade. Diante de um quadro que se alarga a cada movimento, a cada situação, a cada acordo espúrio, nos vemos, por vezes, compelidos ao desatino, ao desânimo, ao niilismo ou, até mesmo, à indiferença. Esta é a pior das sensações que muitas vezes somos obrigados a experimentar. O que move aqueles a quem tais ações funcionam como artimanha ou como princípio? Qual seria esse doce sabor do poder que, ao prová-lo, lambuza e encharca a alma, passando a viver das ilusões de uma efêmera alegria? Lembro aqui de uma belíssima frase de Foucault: “não há problema com o poder, o risco é nos apaixonarmos por ele”.


Diante desse quadro, uma pergunta ressoa: o que fazer com a indignação? Como sobreviver diante das constantes estocadas em nome da ordem, da moral e da fé? Nunca se utilizou tanto de palavras como democracia, ética, bom senso, organização, lei. E tais termos nunca foram tão violados por aqueles que os propagam. Por aqueles que ferozmente falam de ética com os pés na cabeça do outro. Falam de ética inspirados pela vingança e pela má-fé. Mal sabem eles das idiossincrasias entre a verdade e a injúria. Talvez a indignação provoque no máximo um vômito, ainda assim será político. Misturado com a potência da impaciência, a indignação atormenta o espírito e violenta a alma. É a resistência da própria vida em sua imanência absoluta. Nenhuma vida quer a morte, afinal, ela é em si mesma expansão, crescimento, afirmação e conservação. A indignação é movida pelo desejo daquilo que compõe as relações no que elas devem ter de simpatia, de agenciamentos, de comunhão, de comunicação. Nesse caso, a diferença é o elemento que impulsiona a condição para a composição.


Podemos observar que a História a todo instante nos apresenta o surgimento de um tipo de “autoridade” verborrágica e violenta que porventura nos atormenta e nos destitui de alegria, de criação. Destitui-nos do novo. E o que chamamos de “política” vai se misturando num tipo de lodo, de sujeira; vai contaminando as relações e, com isso, o poder e suas estratégias vão decidindo sobre as nossas vidas. É como um tipo de lâmina afiada na intenção de fazer valer a máxima da rainha vitoriana de Lewis Carroll quando ela, sempre que contrariada, gritava: “cortem as cabeças”. É impressionante como nos deparamos no dia a dia com protótipos dessa rainha. O risco da paixão pelo poder é justamente o de fazer com que acreditemos que podemos decidir e gerir, imperativamente falando, a vida do outro, ou seja, mesmo num defendido e alardeado estado democrático, o fascismo atravessa as ações políticas, fazendo do estado democrático uma mera imaginação. E aqui gostaria de chamar a atenção para as não menos problemáticas ações ditas libertárias, embebidas de furor revolucionário. Elas também correm o sério risco de se constituírem em práticas fascistas. Os discursos daqueles que pretendem salvar o mundo, a humanidade, podem se apresentar enquanto uma metanarrativa, um discurso universalizante. A incorporação da ideia de TODOS é bastante problemática. Homogeneizar ações e práticas através de estratégias constrangedoras, autoritárias e retóricas é tão grave e pode nos conduzir à reprodução da tirania. A tirania da verdade.


Diante dessas considerações, o desafio maior seria implicar política e ética. Ou, melhor dizendo, a ideia seria pensar quais as condições para construirmos os caminhos que nos conduziriam à liberdade. Falamos de um tipo de desconforto que é direcionar o olhar à nossa volta (significa olhar o mundo) e observar e ver que tudo ou quase tudo vai mal. Podemos afirmar categoricamente que aqueles cujas ações são movidas pela paixão pelo poder são ignorantes e possuem uma mente despotencializada, dado que não agem, mas são agidos por forças externas, por uma inclinação própria e característica da passionalidade. É justamente em função de práticas de natureza ignorante, autoritária, marcada pela servidão que contamina as relações sociais, que foi disseminada no tecido social a ideia de que a política se faz pelo estabelecimento de dívidas e acordos obscuros. Esse modo de pensar, que cresce cada vez mais, colabora para o sentimento do desencanto do mundo, ou seja, o sentimento de que a realidade que nos atravessa é corrompida pela perversão, pela ininteligibilidade, pela sujeição e pela completa ausência de entendimento (o bom e pleno uso da razão).


É impossível falar de política distanciando-se do conceito de desejo. Se somos seres desejantes, somos seres políticos. Um problema se apresenta e se tornará o nosso grande desafio: como fazer política, dado que o desejo enquanto força motriz de ação é alvo de práticas que visam despotencializá-lo?

Esse "desencanto" não pode ser dissociado de uma palavra poderosíssima, desejo. A ideia de um mundo desencantado se aproximaria muito da ideia de indiferença. E o pior e mais grave, tais sentimentos seriam forjados externamente a todos nós, como se fôssemos compelidos ao “não-desejo”. Isso é o signo da morte. Todas as vezes que os apaixonados pelo poder constituem estratégias de exercício e dominação que visam determinar, delimitar, sufocar, entristecer, eles têm como meta a destruição do desejo, ou, melhor dizendo, eles têm como finalidade destituir o desejo como força política, como força de movimento, como força de criação. E o mais curioso, essas ações possuem o salvo conduto da lei e de uma universalizada noção de normalidade. É impossível falar de política distanciando-se do conceito de desejo. Se somos seres desejantes, somos seres políticos. Um problema se apresenta e se tornará o nosso grande desafio: como fazer política, dado que o desejo enquanto força motriz de ação é alvo de práticas que visam despotencializá-lo? Sem desejo não podemos pensar a política, pois o desejo institui o campo das relações intersubjetivas, os laços de amor e ódio, e só se efetua pela mediação de uma outra subjetividade. E é no tecido social que isso se efetiva. É no tecido social com todas as suas dobraduras.


O que notamos é que aqueles que vivem em função da paixão pelo poder e querem fazer política a partir dessa inclinação pretendem transformar o desejo em refém da fortuna, isto é, a autoridade de quem “fala” deve determinar o desejo do outro, torná-lo contingente às vontades da autoridade, do fascista. Uma prática muito comum nas instituições é nos depararmos com pessoas que são movidas, que vivem, que agem, que pensam em função de determinações externas. Não importa, por exemplo, o entendimento ou o livre pensamento, o que está em jogo é um estado de servidão costurado em função de uma dívida, de um pacto. Neste caso, há uma enorme perturbação da alma. Falo perturbação porque tais práticas político-institucionais corroboram com um completo estado de servidão provocado por uma passividade. Esse cativeiro da imaginação inventa um tipo bem comum, que é o “homem do rebanho”, carinhosamente um termo utilizado por Nietzsche. E nós esbarramos nesse tipo de gente a todo instante nos corredores ou nas esquinas da vida. Não precisa dizer que, nesse caso, a Ética ainda não constituiu sua morada.


Bem, toda maquinaria de poder produz em todos nós vários sentimentos. Neste caso, a melancolia acaba se tornando um sentimento que não nos definiria numa totalidade, mas circunstancialmente. Seria uma disposição ou estado em que se encontra alguém cuja potência (do corpo e da alma) está completamente enfraquecida por forças externas contrárias à sua. Tal enfraquecimento e paralisia significa incapacidade do exercício da força do pensamento. Como escaparmos, então, desse estado de morte que o sentimento de melancolia, enquanto um efeito de forças externas, nos impõe? Que prazer seria esse que perpassa aqueles apaixonados pelo poder no intuito de se materializarem enquanto máquinas de produção de tristeza? As instituições são exemplos de máquinas de produção de tristeza. A ideia é que todos os rostos sejam o espelho de um grande rosto. Como disse Deleuze: “o rosto do pai, do professor, do coronel, do patrão, do dirigente, do diretor e do supervisor se põem a redundar, remetendo a um centro de significância que percorre os diversos círculos (instâncias) e repassa por todos os segmentos”.


É curioso que visualizamos isso claramente no caso de relações constituídas por dívida e pacto, ambas de caráter perverso e destrutivo. Cada um que compõe o pacto funciona como um aparelho de ressonância de um grande rosto (do proprietário, do senhor, do dono). Nesse sentido, quem não participa desse pacto é afetado pela melancolia. Esse sentimento bastante próximo da tristeza é um componente ou ingrediente das relações políticas. Neste caso, a melancolia será como “algo” que é o produto das relações de poder às quais estamos submetidos, como se abraçados por uma enorme serpente e suas circulares estratégias de sufocamento. A representação da serpente é apenas para dizer que estamos todos envolvidos politicamente, reitero, da maneira mais perversa e fascista possível, em jogos de verdades, isto é, pelos dispositivos que compõem a maquinaria das relações de poder, com o objetivo de vigiar e controlar os comportamentos para que os mesmos não se diferenciem do aspecto geral, por exemplo, dentro de uma instituição. Quando não há sucesso na captura de corpos e almas, reitero, temos o direito, a lei ou até mesmo a psiquiatria para "nos domar". Esta é a política numa perspectiva de ação irrestrita em toda vida, na pretensão de elaborar sujeitos passivos, sem vontades, sem coragem e força para resistirem ao investimento político sobre o corpo-pensamento.


Por isso, falamos da relação desejo e afeto enquanto uma maneira de constituirmos linhas de ação política para escaparmos da tirania, do controle e da subjetivação. Estamos chamando de afetos as maneiras de agir sobre o mundo e de ser agido pelas relações que compõem o seu movimento, o seu devir. O afeto é a expressão de nossa potência, de nossa qualidade enquanto conjunção de forças que atua no instante que chamamos de tempo. A nossa subjetividade é o resultado da composição de afetos e de sua constituição inserida e atirada numa temporalidade que é puro fluxo. É por isso que os instrumentos utilizados como modos de subjetivação não se restringem a um único ponto localizável, espalham-se em todas as direções e contornam todos os participantes do jogo. Mas também, dado a sua capacidade de mobilização, o afeto e o desejo se tornam práticas que sabotam as redes constrangedoras do poder. E aí eu gostaria de apresentar um ingrediente enquanto componente político e que podemos utilizar como instrumento de sabotagem à maquinaria do poder: a amizade.


O tirano fica louco com quem não o obedece, com quem ele não pode controlar ou que está a todo instante fugindo à docilidade e à passividade. O papel do tirano e de todos que desdobram ações de fundo tirânico, fascista, autoritário, é administrar os nossos afetos. Nós precisamos corroborar com o que eles pensam e fazem. Precisamos também participar do pacto. Mas contrariando toda a perspectiva, uma ação política movida por afeto e desejo prima sua existência através de uma transgressão do instituído. Quando falamos em potência criativa não estamos no terreno da mera especulação, devaneio ou no terreno das utopias. Inventar novos modos, novas relações dizem respeito a constituir novas e outras subjetividades para além da ideia de interioridade, representação ou subjetividade enquanto mera consciência de algo ou que intenciona algo. Quando falamos de novos modos de se constituir, claro, estamos falando de uma ética e de uma política. E tal postura, prática ou ação causa incômodo àqueles que denominamos de gestores de uma determinada ordem instituída.


Dado a sua capacidade de mobilização, o afeto e o desejo se tornam práticas que sabotam as redes constrangedoras do poder. E aí eu gostaria de apresentar um ingrediente enquanto componente político e que podemos utilizar como instrumento de sabotagem à maquinaria do poder: a amizade.

Essas práticas de que falamos procuram escapar de toda forma de dogma, crença, superstição, servidão e medo, nos levando a conceituar novos territórios existenciais onde a subjetividade se fará efetivamente numa espécie de autofundação de novos campos cognitivos, sensíveis, éticos e estéticos. Quando falamos de uma política e uma ética a partir de constituição de novas e diferentes subjetividades a partir de um certo "cuidado de si", estamos menos preocupados em estabelecermos uma metaética ou metapolítica e muito mais atentos à importância de escaparmos das armadilhas de fazer da vida uma mera reverberação de preceitos teológicos que perpassam toda a tradição do pensamento. Quando falamos de uma política e uma ética, estas não são mais fundadas ou pensadas aqui pelo viés do discurso da modernidade que, em seus mecanismos de subjetivação, procura extrair uma verdade sobre o sujeito com o objetivo de classificá-lo e controlá-lo. A prática política e uma vida ética seriam, portanto, um movimento de resistência individual ou coletiva, levando ao limite do possível as estratégias de transgressão desse instituído. A ação de transgredir significa a constituição de um novo corpo, de outro campo de problemas, estes, agora, desprovidos da centralidade de um ego narcísico, por isso, tirano.


A partir da ideia de que falamos no início do texto, da política e até mesmo da ética em função de um pacto ou dívida (o que é deprimente e horroroso), enfatizamos a necessidade mais que urgente de apontarmos novas possibilidades de ação. É aí que reside a melancolia, na evidência de que o organismo vivo da máquina e suas multifacetadas ações não deixarão de existir e insistir na fabricação, invenção, criação de indivíduos, de pessoas que, em função de interesses particulares, são movidos unicamente pela paixão ao poder. Como tornar a subversão como contraponto crítico de resistência? Como fazer da política, por exemplo, a expressão da pluralidade ou da multiplicidade das diferenças, sem necessariamente se deixar levar pelas palavras de ordem que insistem em nos dizer qual direção seguir? As palavras de ordem, que pretendem instituir e conduzir comportamentos. À pergunta "o que fazer de nós mesmos?" respondemos, claro, utilizando uma abordagem deleuziana: precisamos traçar linhas de fuga como uma das formas-possíveis para se viver, para não se deixar cair no abismo infinito da morte e da destruição. Precisamos do pensamento, do seu mal-estar, dos bons encontros que o pensamento proporciona, da alegria e da liberdade; do livre exercício do pensamento enquanto prática política e de diferentes modos de vida, ou seja, fazer da vida um campo problemático existencial.


Trata-se de falarmos de "um pouco de possível", de ativar nas relações o fluxo constante de desejos que se convergem, se implicam e vão contaminando. Desejo que funciona por ligação e por conexão. O desejo é a nossa principal arma. A singularidade (já que falamos em transgressão e em desejo) nasce a partir de uma relação consigo, ou o mesmo que o sujeito se ocupar com o cuidado de si, aumentando a sua potência de vida. Esse passo ou novo agenciamento nós podemos denominar como um processo de traição aos elementos fundantes historicamente do sujeito subjetivado. É seguindo essa linha de pensamento, às vezes quebradiça, atormentada e angustiante, que a discussão se faz mais ética e política do que qualquer outra coisa, indicando que todos participam do jogo, mesmo que em diferentes territórios. Pensar regimes de vida em função de um cuidado de si e,consequentemente, de uma atenção com todos os corpos que você afeta e por eles é afetado significa, em vários momentos, transgressão, rebeldia, insanidade, desvio, doença, diferença, excentricidade, loucura e subversão.


Repetindo, vivemos sob o signo de palavras de ordem que constituem em nós representações: “os modos como se trabalha, como se é ensinado, como se ama, como se trepa, como se fala, como se comportar, como sorrir, o que comer, que horas dormir, acordar, o que beber, obedecer...obedecer...obedecer”. Tais palavras de ordem, provenientes de várias bocas, são enunciados que fabricam a nossa relação com a natureza, com os fatos, com o movimento, com o corpo, com a alimentação, com o presente, com o passado e com o futuro. Aceitamos tudo isso porque partimos do pressuposto de que esta é a ordem do mundo, ordem que não pode ser tocada sem que se comprometa a própria vida social organizada. A principal característica de uma resistência à dobra investida pelo poder institucional é ter a si próprio como instância maior de referência resistente sem deixar que sua vida seja moldada pelos rumos de uma sociedade totalizante e disciplinada, como se a cada instante tivéssemos que trair os processos subjetivadores que a todo custo insistem em penetrar em nossas vidas, nos circulando se insinuando e se intensificando em nossa carne.


E é aqui que retomo, para finalizar, o que acenei anteriormente, a amizade como catalisadora de outras e novas formas de vida ético-política. A amizade é justamente demarcada pela constante ameaça de destruição. É desse campo que emerge a ideia de cuidado, de honestidade e de cumplicidade sem, necessariamente, o estabelecimento de pacto ou dívida. A amizade enquanto bom encontro se constitui na diferença e singularidade com outro corpo, ambos se potencializando e servindo-se da tensão eminente entre seus respectivos corpos. É a amizade enquanto atividade política e ética que permite ou que faz com que as diferenças pulsantes numa relação margeiem em sua complexidade o limite possível das fronteiras de uma constituição individual e também coletiva, dissolvendo qualquer possibilidade ou intenção de harmonia regulada por convenções, por controle, acordos espúrios e moralismos. A amizade enquanto um tipo de prática subversiva torna possível escaparmos à melancolia dos espaços institucionais. Torna-se a condição de possibilidade de novas formas de vida. É com a amizade enquanto prática subversiva (seu humor, sua alegria, seu riso, sua espontaneidade, sua sinceridade) que realizamos, acredito, uma desdobra nos dispositivos subjetivadores, repressivos, tristes, autoritários. Este seria um belo movimento de resistência, pois ele se inscreve numa dimensão política, o que proporciona uma atenção às formas de expressão, tanto da individualidade quanto da coletividade.


A amizade não pode perder de vista que toda ação é endereçada para uma vida que se expressa e se anuncia como portadora de uma força coletiva, afinal, estamos falando, no sentido espinosano, de encontros, de composição por simpatias, afinidades e honestidade. A experiência radical da amizade como dimensão ética-política nos remete à ideia de uma perspectiva de caráter ontológico, ou seja, o meu corpo (a minha vida), para se constituir enquanto criação, produção e expansão, precisa, necessita, de um outro corpo que se implica ao meu, que aumenta a minha potência em existir, que aumenta as minhas possibilidades de ação e que me deixa alegre. Nesse sentido, eu necessito, e só a amizade me proporcionará isso, de um outro corpo que se misture ao meu na aventura do pensamento, na experimentação das intensidades e dos mistérios que envolvem as relações. De um outro corpo que, ao se envolver ao meu, não ressinta de culpa nem de arrependimento, mas contrariamente se pretenda amar e sentir de maneira diferente. Um novo "direito relacional" como condição ético-política para uma vida ou nova ideia de comunidade.




Alex Fabiano C. Jardim é norte-mineiro, nascido em Montes Claros (MG). Com doutorado em Filosofia pela Universidade Federal de São Carlos (2007) e pós-doutorado na Universidade Nova de Lisboa, o pesquisador é professor efetivo da Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes). Possui interesse e experiência na área de filosofia, com ênfase em Filosofia Moderna e Contemporânea, em especial, no pensamento de Michel Foucault e Gilles Deleuze.



Ilustração: Cindy Meira